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segunda-feira, 22 de abril de 2013

Casa Espírito Santo

 
 
Casa Espírito Santo
 
Ora aqui, esta casa de esquina, aqui pintada de castanho meio-escuro, fica em frente à casa que foi uma Escola Primária no Bom João (embora agora já não esteja lá, nem a Escola nem a casa: está um prédio com 4 andares), morou, segundo a minha memória o Paulo Espírito Santo (vulgo Paulito e Paulinho) a respectivos pais.
 
Mas, segundo o Mauricio Severo Domingues (ver aqui: http://www.facebook.com/photo.php?fbid=530719600302690&set=a.314143928626926.71102.310830955624890&type=1&theater ) e cito «Em frente da Escola, na casa do canto, residia o Capitão Leote, pai do actual também Capitão Eugénio Boal Vieira Leote e duas filhas , ambas já falecidas.».
 
Assim teremos que antes da família Espírito Santo terá aqui habitado a família Boal Vieira Leote.
 
Pois bem, eu não me lembro de alguém outro morar naquela casa o que me leva a supor (com elevado grau de certeza) que pode ter havido um lapso de tempo em que a família do Capitão Leote lá tenha morado e eu não ter dado por ela e a razão é simples: eu só dei pela família Espírito Santo lá morar porque esta tinha um filho da minha idade, mais um ano ou dois salvo erro.
 
No enfiamento deste renque de casas vê-se a seguir uma casa, agora coberta de azulejos e que na altura era de arquitectura semelhante à da esquina aqui referida (embora sem varanda) que foi a casa dos avós do Luís de Camões que ainda por lá passou salvo erro um ou dois anos e ia lá visitar os avós, embora morasse na zona do Pé da Cruz.
 
Mais abaixo e à esquina será então uma casa já aqui falada (ver aqui: http://www.facebook.com/photo.php?fbid=528065633901420&set=a.314143928626926.71102.310830955624890&type=1&theater ) que foi onde morou o Carlos Gomes e posteriormente o Manuel Adanjo Inácio.
 
Esta casa da esquina ainda hoje é da família Espírito Santo tendo lá vivido uma filha até há bem pouco tempo e continua a ser mantida por um ou mais netos (não estou certo neste ponto).
 
A família Espírito Santo era o objecto inicial desta foto que tinha em carteira devida a três particularidades podendo elas não serem muito importantes para outros, mas que para mim são o fio da meada memorial: a mãe do Paulito era de origem brasileira e durante os cerca de 15/20 anos que a conheci ali manteve sempre o sotaque brasileiro (Dª Inês se chamava).
 
O pai do Paulito parece-me que era bancário, nunca soube exactamente o que ele fazia, mas sabia que ele tinha um carro (anos 50 talvez) que a ser mantido no estado em que ele sempre o manteve, hoje valeria seguramente uma pequena fortuna.Tinha-o numa garagem na Rua Pedro Nunes, logo acima e só o retirava quando tinha de viajar. Era mesmo um belo carro!!
 
O Paulito cresceu, foi para Lisboa, ainda veio cá uma vez ou duas mas acabei por o perder de vista. Andou no Liceu de Faro.
 
  

sábado, 20 de abril de 2013

Escola de S. Luís

 
 
Escola de S. Luís
 
Uma parte substancial dos alunos de Faro andaram aqui nesta escola, uma vez que só havia mais a Escola do Carmo e a da Sé, que eu me lembre.
 
No meu tempo de criança lembro-me de ter havido uma escola primária no Bom João, a duas ou três portas a seguir ao Beco para cima já na Rua Ataíde de Oliveira, isto depois de o João Manjua Leal, numa tertúlia nos Bonjoanenses ter referido que deu aulas um pouco lá mais para os lados da Casa dos Rapazes.
 
Neste caso, da Rua Ataíde de Oliveira, não sei como mas a professora acabou por ficar com a casa e abriu uma mercearia passando a denominar-se «Mercearia da Vizinha» em vez de Escola Primária do Bom João.
 
Esta mercearia que refiro passou depois para uma garagem que já tinha sido oficina na Rua José de Matos (ao lado da casa dos Brito) e que foi abandonada pelos mecânicos Brito familiares entre si, e dos que ficaram,  devido ao seu êxodo para a Venezuela.
 
Segundo o Montarcílio Estrela me disse há tempos estes fizeram uma grande festa de despedida como era uso na altura, coisa que eu não sabia, do uso das festas de despedida. No meu tempo quem emigrava ia «a salto» para França maioritariamente pelo que nem sequer se dizia que se estava de partida.
 
Passando a piada e voltando à Escola de S. Luís a minha maior forte recordação é do primeiro dia de aulas em que os alunos eram quase tantos como as mães que lá estavam a despedir-se deles.
 
No meu caso e de muitos outros isso não se passou: uns quantos dias antes disseram-me (a minha mãe) «é aqui!» embora eu já soubesse, no dia 8 de Outubro meteram-me a malinha nas mãos e disseram-me «está na hora» e tudo correu muito bem.
 
Eu estou a gozar um pouco com isto das mães e dos filhos serem entregues por mão própria na Escola mas anos mais tarde vim a conhecer o problema: tive de levar a minha filha três vezes à sala de aula para a conseguir lá deixar ficar.
 
Como resumo, deste longo texto: uma escola não são só as paredes, o recreio e os professores; é também um conjunto de recordações.