segunda-feira, 29 de abril de 2013

Quintal do Sr. Sebarrinha

 
 
Quintal do Sr. Sebarrinha
 
Aqui neste quintal e casa anexa, como é claro, morou o Sr. Sebarrinha, antigo empregado na Drogaria (ou casa de artigos eléctricos) Arcanjo, situada no topo da Rua de Stº António, sensivelmente a seguir à Farmácia Baptista.
 
O temperamental Cavaco, conhecido electricista da cidade de Faro, ainda trabalhou lá, e eu, embora tivesse tido alguma lidação, curta, com o Cabecinha (na Gardy) pouco antes do seu falecimento, não consigo (memorialmente) fazer a ligação entre o Cavaco e o Cabecinha, pois parece-me que na altura do seu falecimento o Cavaco trabalhava para o Cabecinha (pai).
 
De qualquer forma um dia chegarei lá e como estamos a falar do Sr. Sebarrinha seria de dizer que o seu profissionalismo e competência eram reconhecidos assim como a sua capacidade inventiva. Chegou a fazer antenas de televisão acopladas a cabos de vassoura o que na altura era um acontecimento para constar.
 
Neste quintal que se vê em frente funciona no Verão uma excelente cavaqueira entre a vizinhança o que sendo facto cada vez mais raro na cidade tem tido aqui tendência a manter-se.
 
O filho do falecido Sebarrinha tem um estabelecimento na Estrada da Penha, aqui próximo, e herdou algumas qualidades do pai, ou talvez todas, fazendo reparações de aparelhagens diversas embora ultimamente se dedique mais à revenda de aparelhagens usadas.

Casa do Dr. Rocha Gomes

 
 
Casa do Dr. Rocha Gomes
 
O Dr. Elviro Rocha Gomes foi uma das personagens mais conhecidas na cidade de Faro, apesar de nem sempre ser referenciado pelos alunos do Liceu de Faro onde leccionou.
 
Era conhecido como «Alfafa» por razões que desconheço, também não sei exactamente quais as disciplinas (seguramente relacionadas com Letras ou Literatura) que leccionou, mas acredito que fosse Licenciado em Germânicas ou sua equivalente no seu tempo.
 
Fazia traduções de Alemão já após a sua reforma, onde morou então na Rua Dr. Emiliano da Costa e escreveu (a suas expensas) uma colecção razoável de livros, alguns de carácter didático e outros onde fazia ressaltar o seu sentido crítico e o seu excelente humor.
 
Viveu nesta casa, na Rua Antero de Quental, durante largos anos e não o tivesse eu encontrado na Rua Actor Nascimento Fernandes nem me aperceberia que ele tinha abandonado esta casa, agora na foto quase em ruínas, mas na altura (anos 60/70) uma habitação com algum estatuto.
 
Era uma personagem com um sentido de humor notável e um intelectual à medida algarvia com superior calibre. E por aqui ficou e fica a sua memória, como ficou e fica a de muitos outros que por não terem enveredado pela «grande capital» ficaram mais ou menos esquecidos e se vão «deixando» esquecer pelo tempo. 

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Estalagem Caíque em Olhão - Ontem e Hoje

 
 
Estalagem Caíque em Olhão - Ontem e Hoje
 
Nesta Estalagem, militava o Olhanense na Primeira Divisão tal como agora, ficavam as equipas visitantes instaladas quando iam jogar ao então Estádio Padinha.
 
Naquele tempo, fosse qual fosse a equipa, não podia ganhar ou mesmo empatar em Olhão. O ambiente olhanense era febril e um dia o Belenenses «resolveu» empatar.
 
Protestando por uma alegada falta não assinalada contra o Belenenses, esta Estalagem foi cercada e em Olhão havia dois polícias.
 
Contudo as coisas conseguiram acalmar e ao fim de algum tempo e muitas conversações lá foi permitido à equipa do Belenenses seguir até à Estação dos caminhos de ferro, onde estava estacionada um comboio expressamente fretado para o transporte dos jogadores e restante equipa técnica do BFB.
 
Quem me contou isto trabalhava no Hotel e deve haver alguma coisa escrita em jornais desportivos e não só da época.
 
As coisas mudaram muito, mesmo muito, e por volta de 77 tive oportunidade de assistir a um jogo entre o Olhanense e o seu rival regional Farense sem quase nenhuns problemas.
Só me lembro de um haver um adepto muito irritado com o Cajuda (que jogava no Farense na altura) argumentando que ele era de Olhão e que devia jogar, embora com a camisola do Farense, pelo Olhanense.
 
Mas foi um episódio, como tantos outros que ainda se vêm em qualquer lado passados que são sobre 77, cerca de 35 anos. 
 

Casa dos Rapazes - Instituto D. Francisco Gomes

 
 
Casa dos Rapazes - Instituto D. Francisco Gomes
 
Esta é a casa dos rapazes, na sua vista actual. Infelizmente não consegui encontrar uma imagem dos seus tempos antigos, para contrapor, mas conheci-a de fora relativamente bem. Era uma cerca de paredes brancas com um certo ar de isolamento para o exterior, pela qual se passava sem nos determos muito porque nada era visível senão as paredes.
 
Conheci no entanto alguns dos alunos (para além daqueles de que fui colega na Escola) porque durante bastante tempo na Rua Antero de Quental, onde agora está um prédio de esquina onde moram algumas personalidades importantes da cidade, era um dormitório secundário por cujas janelas se podia ver os alojamentos repletos de beliches e assistia-se à passagem em pelotões tipo tropa dos referidos alunos que vinham ali dormir acabado o dia neste edifício e espaço (em antigo) que aqui se vê.
 
De referir que embora não tenha assistido directamente vim a saber que o falecido Sr. Emílio Vitório Santos, irmão do desenhador e intelectual Tossan, terá tido um papel decisivo para que o pessoal da casa dos rapazes passasse a ter autorização para jogar no Clube de Basquetebol de «Os Bonjoanenses» e em boa hora o fez, porque foi através dos atletas vindos da casa dos rapazes que «Os Bonjoanenses» se colocaram na cidade como referência no Basquetebol de então, só mais tarde aparecendo à tona a equipa de Basquete do Farense.
 
Como recordação ligada e tendo em atenção que a Casa Pia em Lisboa foi criada com os mesmos princípios da Casa dos Rapazes (Instituto D. Francisco Gomes) há neste site uma foto da primeira Selecção Nacional Portuguesa em Futebol, que conta com oito jogadores do Casa Pia.   

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Casa do Dr. Passos Valente

 
 
Casa do Dr. Passos Valente
 
Esta é a casa do falecido Advogado farense Dr. Passos Valente, que teve escritório na Rua que vai ter ao Largo das Mouras Velhas, do lado do Teatro Lethes, em frente à entrada do campo de futebol de salão, depois parque de ambulâncias e agora não sei.
 
O rés do chão desta casa parece-me que esteve (ou está) ocupado por uma escola de línguas depois do seu falecimento.
 
É um imóvel «incerto», pelo menos, em termos de arquitectura, na minha opinião: denoto, sem ser especialista, alguma mistura de estilos que pretende ser harmoniosa e que com um pouco de esforço da parte do observador pode sê-lo.
 
Não sei qual será o seu futuro e isso será uma incógnita que só o tempo esclarecerá.
 
Fica no cruzamento da Rua Almeida Garrett com a Rua Dr. Justino Cúmano.
 

Colégio da Bernardete

 
 
Colégio da Bernardete
 
Aqui, em Olhão, na Rua General Humberto Delgado, continuação da Rua Diogo Cristina a partir da Avª 18 de Junho (quando se vai para actual estação da Rodoviária) foi o famoso Colégio da Bernardete, como era sumariamente apelidado o estabelecimento de ensino feminino da Dª Bernardete Romeira.
Está lá um outra chapa na porta, mas o que interessa aqui é que era um colégio exclusivamente feminino, onde uma parte substancial das filhas de médios e grandes burgueses de Olhão estudaram.
 
É assim como versão olhanense do Colégio do Alto em Faro, ou mesmo do Colégio Algarve, igualmente em Faro.