domingo, 27 de junho de 2010

COLUNA DE DULCE RODRIGUES - ESCRITORA PORTUGUESA RESIDENTE EM PORTUGAL E NA BELGICA - India – uma visita inesquecível - Por Dulce Rodrigues

COLUNA DE DULCE RODRIGUES - ESCRITORA PORTUGUESA RESIDENTE EM PORTUGAL E NA BELGICA - India – uma visita inesquecível - Por Dulce Rodrigues

Entre as múltiplas experiências maravilhosas que a vida me tem proporcionado, veio juntar-se a minha visita a uma escola de língua inglesa em Bombaim, no passado mês de Fevereiro.

Foi com emoção que verifiquei, uma vez mais, que em países outros que os da Europa e da América do Norte, ainda está «em moda» o respeito dos alunos pelos professores e a disciplina dentro das aulas, valores que também fizeram parte da minha educação e que, sem dúvida, contribuíram para que a minha vida tenha sido tão gratificante.

Estejam sem receio os adeptos das novas psicologias de educação de que não se podem castigar as crianças, sob pena de as traumatizar; ou que à criança - rei se deve permitir tudo. Não vou fazer aqui nenhum artigo sobre o assunto. E quanto às pobres crianças vítimas destas novas vagas educacionais, já estão suficientemente traumatizadas, pelo que só tenho a desejar que consigam superar esses problemas quando forem adultas.

Voltando, portanto, à escola de Bombaim, tanto as aulas de manhã como depois de almoço, começam com o hino nacional a ser tocado e ouvido respeitosamente por todos.

As crianças ainda sabem como dirigir-se a um adulto, quer ele seja um visitante como no meu caso, ou os professores ou pais; por outras palavras, não se dirigem a um adulto tratando-o por tu. Estou já a ouvir algumas pessoas dizerem: mas em inglês só existe o pronome «you» para dizer tu ou vós.
Absolutamente certo, com a única diferença de que também se emprega «madam» ou «sir»; alternativamente e conforme as situações, também Mrs X ou Mr X. Em nenhuma circunstância as crianças ou jovens se dirigiriam a um adulto tratando-o(a) pelo nome próprio, sem o mínimo de respeito se a pessoa tem idade para ser mãe ou pai deles, por vezes até avó ou avô.

E isto, obviamente, não as impede de expandirem a sua natural alegria e energia como crianças que são! O povo indiano é educado e deseja elevar-se e não rebaixar-se, pois sabe que só assim conseguirá o respeito e a admiração dos outros. Longe deles, também, a ideia de falarem (e escreverem) com palavrões, como parece ser outro aspecto de «moda» desde há uns anos em Portugal.

1 comentário:

  1. Gostei de ler e de saber que na Índia ainda há o que se chama respeito nas Escolas. Em Portugal, salvo raras excepções, há é uma grande desordem. Nem vale a pena estar a aprofundar muito, pois todos sabemos como vão as coisas por cá.
    Cumprimentos.
    Joaquim Sustelo

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